quarta-feira, 14 de outubro de 2015

As barreiras e buracos da vida!

Avida seguia no atletismo, e ia tudo de vento em popa, mas na escola comecei a entrar numa rota de colisão com a reprovação, a primeira que poderia ter acontecido na minha vida, e caso isso acontecesse, eu teria o direito a me alimentar na Coca cola, e a pequena, mas muito importante ajuda de custo cortada.

Eu estudava na Escola General Osório em Coelho Neto, bem proximo a Avenida Brasil, e fazia os cursos profissionalizantes no Malba Tahan em Iraja, essas escolas foram minha porta de entrada no universo do esporte, ja que foi através delas e na fase adolescente que realizei minha primeira competição.

A Professora Sonia Ricette entrou em ação e me ajudou a realizar aulas extras para poder realizar as provas, já que estava começando a viajar muito, ela foi resolver a questão com o órgão responsável pelas escolas daquela região e conseguiu implementar uma regra que passou a ser seguida para alunos em situação especial como eu, e por conta desta intervenção pude recuperar e ser aprovado na 7 serie, do ensino médio.

O Estádio Célio de Barros era uma pista de treinamento que recebia competições oficiais também e isso a desgastou muito, tanto que numa determinada época eu tinha barreiras na vida e buracos na pista para superar rs..., mas foi importante ter treinado em meio ao caos, pois aprendi a dar valor a cada vitória, e quando me tornei atleta de alto rendimento, com seções diárias de treinamento que chegavam a 9 horas ininterruptas de treinamento, com intervalos para uma agua, ou barra de cereal comecei uma luta para a remodelação do estádio e recuperação da pista, e claro conseguimos, pois treinando numa pista muito ruim fomos aos jogos e conseguimos uma medalha nos 200 metros.

Antes porém de chegar aos jogos de Seul tive a chance de participar dos jogos de Los Angeles em 1984, foi assim eu competi pela primeira vez oficialmente em 1980, e 4 anos depois estava numa olimpíada, e 6 anos depois de iniciar no atletismo, o que me colocava numa lista de bem dotados do esporte, mas essa olimpíada foi um aprendizado e transformaria minha vida, tudo por conta de um dos casos mais interessantes dos jogos, entre tantos, como por exemplo quarto destruído por um nadador, a suspeita de doping, de alguns atletas brasileiros, a falta de respeito

Minha trajetória até os jogos passaria por uma escolha que foi ficar no Botafogo, ou seguir para São Paulo, ja que havia recebido um convite para treinar em Guarulhos, pois com o acidente do João Carlos em 1981, a referencia no salto em distancia em triplo estava abalada, e como tinha me destacado nas duas provas e ainda corria bem os 100 metros, e já era recordista sul americano Juvenil dos 100 metros com 10.32 segundos, tinha saltado 7 metros e 40 centímetros, precisava apenas apurar o salto triplo.

Esse convite veio por conta de uma prova de 100 metros realizada em Curitiba em 1982, quando 2 juvenis entraram na prova dos adultos e fizeram a festa, eles venceram eliminatórias de grandes nomes da época como Nunes, Bagre, Altevir, Nakaia, e com isso conquistaram vaga para competições como mundial Junior no Mexico, mundial adulto em Helsinque e o Pan-americano adulto realizado em Caracas na Venezuela, e neste Pan conquistaram junto com Nelson Rocha e Gerson Andrade uma medalha de bronze, seus nomes João Batista Eugenio e Robson Caetano Da Silva, um paraibano, que tinha uma curva que dava gosto de ver correndo, e um carioca que se tornou um velocista de prova curta mesmo sendo alto e magro.   

Começava então o caminho para os jogos de Los Angeles, que conto numa próxima.

Robson Caetano Da Silva
www.robsoncaetanodasilva.com.br

3 comentários:

  1. Sufocos dos tempos de adolescente no inicio da carreira rs...!!

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  2. Amei sua história!
    Aguardo a continuação.
    Bjs,
    Debbie

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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