FUTURAS GERAÇÕES.
Por Robson Caetano Da Silva
Um drama muito bem elaborado para contar a história de uma família que jovem que tem no seu único filho uma anomalia congênita, chamada síndrome de down..., e assim eu fui deixando de lado as teclas de meu computador, as distrações advindas do facebook, instagram, e me peguei assistindo a uma história linda, sobre essas crianças especiais e seus pais ainda mais especiais, onde você vai da admiração pela mãe, até uma certa raiva do pai.
Agora porque estou contado essa isto? Para dizer o quão importante o esporte se faz na vida das pessoas, no filme, o pai se revolta com a condição do filho enquanto a mãe dedica-lhe amor, carinho e proteção, e por mais que o pai se esforçasse não conseguia enxergar o amor que tinha pelo filho. tem natação, e futebol.
A relação do casal não suporta a pressão que o pai deposita nela, por ter uma criança diferente, a criança nasce durante a copa de 1982, quando houve aquele desastrosa tropeço da seleção brasileira na Itália, quando Paulo Rossi marcou 3 gols e se já tivesse essa história de pedir musica com certeza ele iria pedir uma musica de Pavaroti rsrsrsrs...
O tempo passa, e durante a copa de 1986 acontecem novas descobertas, passa pela copa de 1986, e aquele pai que achava que a criança morreria logo, precisa passar pelo susto de perder a criança para entender a importância dela em sua vida, em função de desacreditar no futebol do Brasil aquele escritor, professor de literatura passa a não assistir futebol, uma das coisas que ele mais adorava fazer.
Em 1994 o filhotinho já crescido, campeão de natação, mesmo que não tendo chegado em primeiro pede ao pai para assistir a final da copa com ele, e aquele pai diz "assiste você sozinho, que depois o papai te leva para comer uma coisa gostosa", eis que aos poucos ouvindo a vibração do filho, ele se junta ao menino e passa a torcer por uma seleção que tinha Romário, Bebeto, Tafarel, Mauro Galvão, Um Ronaldinho menino ainda, Branco e cia om um Carlos Alberto Parreira, Zagalo na comissão técnica e o titulo vem num chute de Baggio passando acima do lado esquerdo do gol do Brasil, e quando me dei conta estava sorrindo a toa, com lagrimas nos olhos por conta de uma história que podia ser com qualquer pessoa.
De certo não escolhemos nossos pais, eles não nos escolhem, no máximo planejam quando a gente chega, mas a partir do momento que vem, esse laço se estabelece de forma sutil para o pai, e incondicional pela mãe; eternamente filhos, eternamente pais e com uma questão que me deixou intrigado, como é que deixamos a geração da década de 60, 70 e 80 ficar tão destruída, sem amor pelo próximo, sem Deus no coração? Que tal não deixarmos mais perder para valorizar, que tal sermos mais HUMANOS?!
Parabéns Marco Veras e Debora Falabela pelo belo trabalho, alias parabéns a todos que estiveram envolvidos direta ou indiretamente neste filme lindíssimo!!